quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

SÍNDROME DE ESTOCOLMO NAS EMPRESAS


Estocolmo, capital da Suécia. São dez e quinze da manhã de uma quinta-feira, 23 de agosto de 1973. Dois fugitivos da prisão entram em um banco, o Banco da Suécia, com o intuito de assaltá-lo. Portando sub-metralhadoras, rendem os guardas, e em pouco tempo colocam todos à mercê de sua truculência.

Após aproximadamente cinco dias de tensão, os assaltantes são rendidos e os reféns, libertados. Mas, certamente, ninguém poderia prever o que aconteceria depois: OS REFÉNS MANIFESTARAM GRANDE HOSTILIDADE CONTRA OS POLICIAIS E DEFENDERAM ARDOROSAMENTE OS ASSALTANTES QUE OS AGREDIRAM E HUMILHARAM. Os reféns passaram a se identificar com os assaltantes. O que teria acontecido?

Os reféns passaram a manifestar um conjunto de sintomas caracterizados por sentimentos positivos que a vítima desenvolve pelo seu agressor ou captor, e sentimentos negativos para com todos aqueles que tentam, de alguma forma, interferir nessa relação de dependência. Esse estranho comportamento ficou conhecido entre os psicólogos como Síndrome de Estocolmo, em alusão ao lugar em que ocorreu o assalto. É por vezes conhecida como Síndrome de Helsinki, e costuma ocorrer após um tempo suficientemente prolongado de intimidação psicológica.

Durante um tempo venho fazendo um estudo relacionado à síndrome de Estocolmo dentro das empresas. Peguei um órgão público e uma indústria na área alimentícia como laboratório; É claro que a escolha não foi ao acaso, no órgão tínhamos um numero reduzido de pessoas com o nível de escolaridade acima do segundo grau, quanto na outra a quantidade de colaboradores era maior, e nível de escolaridade para a grande maioria ficava no fundamental.

Foi constatado que em ambos os casos uma parte considerável das pessoas, em torno de 70% após sofrerem intimidação psicológica, muitas vez produzidas pelo assedio moral, inclusive com casos de perseguição , chegaram a desenvolver a síndrome de Estocolmo.

Após passar por um choque emocional muito grande, que coloca em risco sua sobrevivência, seja com risco de vida no caso dos seqüestros etc., ou seja a sobrevivência material,moral, social, representada pelo emprego. Principalmente num país onde a busca por um emprego é uma guerra e a sobrevivência se faz todos os dias com muita luta e pouca expectativas de conquistas, perder o emprego significa metaforicamente como perder a vida. Portanto colaboradores de todas as classes e cargos vivem sob uma pressão muito grande, onde, em dado momento adquire a Síndrome de Helsinki, mesmo sendo humilhada e mal tratada pelos seus superiores, essa pessoa começa a ter simpatia pelo agressor, alguns chegam até venerar seus algozes, começam a viver das migalhas, dos sorrisos amarelados, ou de um esporádico e raro bom dia, ou de um elogio hipócrita, não importa, seja o que for, essas pessoas canalizaram um forma de agradecimento por estarem “vivas”, então arrogantes e incompetentes chefes e gestores , se sentem semi deuses, e justificam a si mesmo suas atitudes, enquanto quem está sofrendo, justifica o seu sofrimento pela causa “nobre” do carrasco, e começa a achar que é um privilegiado e se sente feliz porque mesmo depois dos açoites e antes de corta-lhe a cabeça, fica feliz, porque o carrasco lhe sorriu antes do golpe final, "a demissao".

Nonato Santiago

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Para Pensar! III

A felicidade de fazer os outros felizes

Havia dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia se sentar na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões.

A sua cama estava junto da única janela do quarto. O outro homem tinha que ficar sempre deitado de costas.

Os homens conversavam horas e horas. Falavam das suas mulheres, famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinham passado as férias...

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que conseguia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes, chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos..

Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vislumbrada no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava as pitorescas cenas.

Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia passar: Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas.

Dias e semanas passaram. Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida, o homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. A enfermeira ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca.

Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto.

Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. Talvez quisesse apenas passar alguma coragem pra ele...

Moral da História:
Existe uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas.

A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada.

Se você quer se sentir rico, conta todas as coisas que você tem que o dinheiro não pode comprar.

"O dia de hoje é uma dádiva, por isso é que o chamam de presente."

Livro Parte III

Mas se nós começássemos acordar, começaríamos a pensar diferente começaríamos dizendo que:

Nada disso é verdade, ninguém pode fazer isso conosco sem a nossa permissão, nem mesmo tem o poder de nos maltratar, aborrecer, magoar, humilhar, na verdade nós é que permitimos que tudo isso aconteça.

O grande problema do ser humano é que ele sempre busca tirar dele a responsabilidade da sua própria felicidade, nós como sujeito, temos o poder de valorizar os objetos, e os objetos são todas as coisas que não seja nós mesmos, como as pessoas, acontecimentos, eventos, coisas, enfim tudo que não seja nós mesmo, como cabe a nós darmos valor aos objetos e como existe dois tipos de valores, valores objetivos e subjetivos, os objetivos são valores geralmente impostos a coisas (produto ou serviços) que tem um valor relativamente igual para todas as pessoas, ex: um carro, uma caneta, etc... já os subjetivos depende de cada sujeito, não tem preço unico, cada sujeito é que diz o quanto vale pra ele aquele objeto, então seria injusto dizer que alguém me maltratou ou humilhou-me sem que eu permita, pois será sempre o sujeito que dirá o quanto vale o que aquela pessoa estar tentando fazer com ela. Vamos imaginar assim, se temos consciência quais as coisas mais valiosas para nós, e qual seria essas coisas? Vamos lá, podemos dizer que algumas da mais importante seria a paz, a liberdade, a saúde e é claro a felicidade, partindo dessa afirmação chegamos a conclusão que o nosso problema e desilusões não vem das outras pessoas, e sim da nossas desorganização na hora de valorizar os objetos dentro das nossas vidas, pois se achamos que a felicidade, saúde, paz, etc. são tão importante, porque colocamos sempre elas em segundo ou terceiro plano em nossas vidas, vamos supor que alguém lhe assalte e leve o seu dinheiro do mês, por maior que seja os problemas que vá causar a falta do dinheiro, jamais com certeza poderá ser igualar a sua paz, saúde ou felicidade, mas quanta vezes por situações menores perdemos nossas paz, nos estressamos e com isso gerando em nós problemas com nossa saúde, na verdade além de perder o valor em questão adquirimos outros prejuízos, inclusive de ordem material com as consultas com médicos e remédios.

Vamos supor que o problema não seja material e sim sentimental, alguém que você gosta lhe deixa, ou você perde o emprego, alguém lhe trata rudemente dizendo coisas horríveis, ainda assim é o sujeito que diz o quanto vale cada situação para ele, novamente ele deve pensar quais as coisas mais importante na minha vida e a partir daí dar sempre o valor que cada coisa merece, e seguindo o mesmo raciocínio nenhum dos exemplos acima citados deve ser maior que a sua, felicidade, paz, bem estar, saúde, etc. portanto não podemos dizer que os outros fizeram ou fazem algo conosco, isso jamais acontece sem que permitamos.

Quando assumimos a responsabilidade por nossas vidas e nossa felicidade paramos de dizer que perdemos tempo, anos, ou qualquer coisa por causa dos outros. Tudo isso acontece porque não nos amamos o suficiente, nos falta auto estima, amor próprio, é necessário falar pra si mesmo eu me amo, eu mereço e posso, temos que deixar de baixar a cabeça e levantar a cada manhã e dizer a si mesmo, eu sou dono(a) somente deste momento e vou fazê-lo o melhor da minha vida. Minha vida é uma grande festa onde existe um grande salão lindo cheio de coisas valiosas como, paz, felicidade, bom humor, carinho, honestidade etc e devemos nos colocar a porta deste salão onde receberemos nossos ilustres convidados, pessoas, sonhos, relacionamentos, e tudo aquilo que você quer que faça parte da sua vida, é claro que como em qualquer festa há sempre a possibilidade de que por qualquer motivo falte alguém, e você ficar sem esse convidado na sua vida, mesmo assim a festa deve continuar, até porque a festa não é feita de somente de um convidado e pense, a sua vida de verdade é o seu salão, nele já existe tudo para que você possa se realizar, convidamos para que todos possam igualmente usufruir do que temos dentro de nós, acabar a festa porque um ou outro convidado não veio, ou esquecer os outros desvalorizando-os é deixar de valorizar tudo que você é, portanto devemos fazer o convite e dizer é um prazer recebê-los(as) na minha festa (vida), para aquele que vieram sejam bem vindos, para aquele que não vieram, sinto muito por vocês pois deixaram de participarem comigo deste momento maravilhoso, que é a minha existência,mas a festa continuará com a mesma grandeza.

Partindo deste principio chegamos a conclusão que somos os unicos responsáveis por nossa felicidade. Mas alguém pode dizer, a vida as vezes é amarga, não nos dar oportunidades iguais, há coisa que estão fora do nosso controle, doenças, acidentes, fatalidades,etc, sem falar que fazer tudo isso é muito difícil.

O destino, sabemos que vivemos num mundo de diferenças, onde as oportunidades não são as mesmas, pessoas nascem em baixo dos viadutos, comendo restos e convivendo com a violência, enquanto outros nascem em palácios, longe das misérias, cercados por seguranças, claro que temos um grande problema social, e ninguém quer aqui fazer apologia a pobreza, mas não se consegue mudar nada sem uma mudança interna, é essa mudança que nos prepara para as adversidades e nos mostra caminhos para lutar por situações mais humanas, só estando saudáveis internamente é que conseguiremos transformar a realidade, pois há coisas que não temos culpa de existirem, mas nos cabe sempre a responsabilidade de como reagir perante elas, e se são coisas danosas, a nossa reação deve ser sempre em busca de melhor recompor a realidade e a vida, por exemplo, nesta consciência ninguém é responsável pelo seu nascimento , mas nasceu e esta é a realidade, seja aonde que você tenha nascido e como nasceu, faz parte da sua historia, mas nossa historia é dividida em duas partes, que eu chamo: consciência do caminho interno e consciência do caminho externo, ou seja, todo homem nasce com um destino, o destino, são fato e acontecimentos que fugirão a sua vontade e desejo, mas destino não é tudo que acontece na nossa vida, aonde nascemos, algumas doenças e fatalidades, fazem parte de uma historia já escrita que podemos chamar de destino,não pense que a vida toda é feita pelo destino, não se engane o destino só é feito de eventos que estão além da nossa vontade, o destino só é responsável por 20 a 30 % da nossa consciência externa, o grande problema é que o homem vive 99% da sua vida dentro da consciência externa, isso lhe causa uma dependência muito grande dos acontecimentos externos, e a vida fica desequilibrada, sobrecarregando um lado só da existência, a falta do desenvolvimento da outra parte, causa um buraco imenso dentro dos seres humanos, por isso nada está bom em suas vidas, por isso a falta de felicidade.

O grande segredo está em viver profundamente a sua consciência interna, dela dependera a forma de caminhar no externo, o interno é o alicerce para evolução do dia a dia, o interno é que lhe dará estrutura para se conduzir perante o destino, e lhe dará sabedoria para mudar caminhos, mesmo que as pessoas não tenham as mesmas oportunidades não é motivo para infelicidade ou tristezas, olhe se as oportunidades fossem iguais, onde todos pudessem ser ricos, saudáveis, bonitos e famosos, não teríamos suicídios, depressões, alcoolismos, etc , entre as pessoas que já possuem isso, na verdade o que vemos muita vezes é o contrario, pessoas que tem tudo isso são muito mais neuróticas e infelizes.

Se partimos do ponto que devemos trabalhar o nosso interno, porque é ele que servirá de base para a construção do externo, começamos neste momento criar uma parceria com o destino, gerando outros caminhos a serem percorridos e aqueles que não for possível evitar, será vivido com grandeza, pois estaremos preparados para evoluir dia a dia, e mais acordados tomarmos para nós a tarefa de aceitar a felicidade que sempre esteve conosco, e deixar essa luta insana e perdedora de tentar encontrar a felicidade no externo,.

Endomarketing - Final

O Endomarketing.com tem por principal proposta a construção do conhecimento em torno dos temas que cercam o desempenho humano nas organizações.

O tratamento estratégico dos recursos humanos é para o Endomarketing a sua principal fonte de inspirarão. Por isso, buscar estabelecer suas conexões com temas centrais para a Gestão de Pessoas, tais como a Gestão do Conhecimento, a Gestão do Clima Interno, o Empowerment, entre outros, é essencial para estabelecer sua real capacidade de influir nos resultados organizacionais.

Cada novo link estabelecido fortalece a noção de que o Endomarketing pode estar presente em cada ação de mobilização das pessoas, e que só isso já representa um enorme potencial transformador.

O QUE É?

Uma das mais novas áreas da ciência da administração que busca adaptar estratégias e elementos do marketing tradicional, o normalmente utilizado no meio externo às empresas, para uso no ambiente interno das corporações.
Quem nunca ouviu falar que antes de vender um produto, marca ou imagem para seus clientes as empresas precisam convencer seus funcionários a comprá-lo?
Significa a utilização de ferramentas de marketing, comunicação, recursos humanos e psicologia para promover integração, envolvimento e absorção de novas filosofias, informações, estratégias e práticas operacionais para o mercado interno de uma organização.
O endomarketing surge como elemento de ligação
entre o funcionário, o produto e o cliente.
E "vender" o produto, marca ou imagem para o funcionário passa a ser tão importante quanto para o cliente. Significa torná-lo aliado no negócio, responsável pelo sucesso da corporação e igualmente preocupado com o seu desempenho.
Se realmente as empresas ficassem atentas em fazer o marketing interno antes do externo, ouviríamos menos “casa de ferreiro, espeto de pau”...

OBJETIVOS

1. Integrar a noção de “cliente” nos processos internos da estrutura organizacional propiciando melhoria na qualidade de produtos e serviços .
2. Fazer com que diversos departamentos da empresa e seus funcionários compartilhem os valores e objetivos da empresa.
3. Consolidar a base cultural estabelecida, bem como acelerar qualitativamente a sinergia da integração e do comprometimento, através do reconhecimento e valorização do ser humano.
4. Apontar de que forma o setor de Marketing, Recursos Humanos podem se RELACIONAR para trabalhar o Cliente.
5. Melhorar o nível de comunicação e coesão em todos os níveis da Organização.
6. Servir como instrumento para estimular o desenvolvimento de qualidades exigidas para o enfrentamento de crises e ganho de competitividade empresarial: talentos, capacidade, visão.
7. Identificar a percepção da motivação vista como “meus motivos para a ação”.
8. Sensibilizar o "cliente interno" para motivação pessoal, profissional e para a vida.
9. Maximizar os canais de Comunicação (comunicação facilitada ENDO-equipe, ou seja dentro ) & Relacionamento.
10. Fomentar o senso de Equipes x “Equipes”.
11. Estimular mudanças de hábitos e quebra de paradigmas.

FORMA DE TRABALHO

1. Avaliação dos objetivos e intenções da organização com o projeto.
2. Diagnóstico institucional.
3. Elaboração do Projeto de Endomarketing,
4. Plano de Ação.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

As Industrias e a Qualidade Total.

Na primeira metade dos anos 80 o ambiente competitivo americano mudou significativamente. Ocorreu uma revolução na organização e tecnologia das operações industriais que deixou alguns produtos americanos tecnologicamente defasados e numa posição competitiva precária.
Inicialmente os americanos pensaram que os produtos estrangeiros, principalmente os japoneses fossem fruto dos baixos salários pagos no exterior, mas não tardou para eles perceberem que estavam no limiar de uma revolução nas operações industriais.
A revolução foi desencadeada por práticas inovadoras desenvolvidas pelos japoneses durante os anos 70, e pela disponibilidade de novas tecnologias que reduziam significativamente o nível de mão-de-obra direta dos produtos manufaturados. Na dianteira da revolução estavam novas práticas enfatizando o
controle de Qualidade total, sistemas just in time e sistemas de fabricação integrada por computador.
Campos (1992) destaca que o Controle de Qualidade
Total é um sistema administrativo aperfeiçoado no Japão, a partir de idéias americanas ali introduzidas logo após a Segunda Guerra Mundial. O sistema é conhecido no Japão sob a sigla TQC (“Total Quality Control”). Destaca ainda abaixo o princípio da abordagem gerencial do TQC:

O Controle de Qualidade Total é regido pelos seguintes princípios básicos:

a. Produzir e fornecer produtos e/ou serviços que atendam concretamente as necessidades do cliente;
b. Garantir a sobrevivência da
empresa através do lucro contínuo adquirido pelo domínio da qualidade;
c. Identificar o problema mais crítico e solucioná-lo pela mais alta prioridade;
d. Falar, racionalizar e decidir com dados e com base em fatos;
e. Gerenciar a empresa ao longo do processo e não por resultados;
f. Reduzir metodicamente as dispersões através do isolamento de suas causas fundamentais;
g. O
cliente é o rei. Não permitir a venda de produtos defeituosos;
h. Procurar prevenir a origem de problemas;
i. Nunca permitir que o mesmo problema se repita pela mesma causa;
j. Respeitar os empregados como seres humanos independentes;
k. Definir e garantir a execução da visão e estratégia da alta direção da empresa.

O TCQ é uma abordagem amplamente consagrada tem prestado significativa contribuição as empresa na busca da excelência e de padrões globais de qualidade.

Atualmente o Setor Alimentício Apresenta Uma Necessidade Crescente de Técnicas de Qualidade e Produtividade Direcionadas à Seus Processos Produtivos Ligados à Qualidade Intrínseca do Produto, então todos tentam se preparar implantando sistemas como Appcc Análise de Perigos em Pontos Críticos de Controle.

As portarias n° MS 326/97 de 30/07/97 e MAA 368/97 de 04/09/97 se aplicam a todos os estabelecimentos produtores na área de alimentos e têm como objetivo estabelecer as orientações necessárias para elaboração das Boas Práticas de Fabricação definindo parâmetros de qualidade e segurança ao longo da cadeia alimentar e estabelecendo procedimentos de obediência aos parâmetros definidos.

Implementação do Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point),
O Sistema APPCC foi desenvolvido para garantir a produção de alimentos seguros à saúde do consumidor. Está embasado num processo de melhoria continua, e por estar associado às Boas Práticas de Fabricação, tem-se revelado como um importante instrumento no sistema de Gestão da qualidade nas indústrias de alimentos e produtores de alimentos em geral, sendo ainda compatível com sistemas da série ISO 9000 e Qualidade Total.

Assegurando Garantir a Qualidade do Produto Final Através da Eliminação Redução e Prevenção dos Riscos Associados Aos Pontos Críticos O Controle é Efetuado Executando Ações Corretivas e Preventivas Cabíveis Evitando Assim a Ocorrência de Perigos Químico Físico Microbiológico e Ou Ambiental Que Porventura Poderão Acarretar Danos à Saúde do Consumidor, mas tal sistema só poderá acontecer de verdade se as mentes a frente das indústrias estejam envolvidas no processo de Melhoria Continua. Apesar de ser um conceito já bastante falado, e repetido pela imprensa, ainda é impressionante a quantidade de empresas, principalmente de médio e pequeno portes, e até algumas que já estão entrando no campo das grandes, que não as conhecem o suficiente, ou que não as aplicam. E, com isso, estão perdendo grandes quantidades de dinheiro e clientes.
A Melhoria Contínua não é um instrumento a ser utilizado em determinados momentos, mas um conceito que exige a revisão do modo de gestão de sua empresa.
Seus conceitos e técnicas não são complexos e ela traz resultados perenes.
Mas, para isso, deve ser aplicada por todos, no dia-a-dia de sua empresa. Isto, é claro, não se faz por decreto. É preciso formar grupos de trabalho e capacitá-los em ferramentas da qualidade.

Pois a idéia base dos sistemas é exatamente Gerenciar Seus Processos Com Maior Eficácia Eficiência Adaptabilidade e Flexibilidade, o que o faz apenas uma parte da melhoria continua, por isso é necessário que os gestores das empresas também estejam envolvidos diretamente na Melhoria Continua, caso contrário ele travará o crescimento da empresa e a Melhoria Continua não acontecerá, será apenas uma máscara, não se pode ter arrogância ou vaidades que venham atrapalhar o processo de crescimento da empresa, pois dados relevantes a atuação de tais sistemas vem para serem Aliados à Procedimentos Operacionais Voltados Para Um Comportamento de Melhoria Contínua Com Ênfase no Gqt Gerenciamento da Qualidade Total e no Cqt Controle da Qualidade Total, que vai além das analises ou certificações. Ainda temos um olhar que pouco exploramos dentro da verdadeira qualidade total que acredito, que é forma como os colaboradores são tratados dentro das empresas, seja através dos assédio morais, ou da quebra de direitos básicos, existem empresas que parecem verdadeiros navios negreiros, que usam a Mão de obra de forma exploratória, impondo cargas de trabalho fora dos padrões legais e humanos, não acredito em qualidade total sem que essa qualidade não passe pela qualidade de vida das pessoas que de fato geram a riqueza e fazem com que processos e sistemas dêem certo. Já seria hora dos clientes, sejam no mercado nacional ou internacional, exigissem além das BFP,PPHO,MRA, ISO, APPCC, também um controle maior sobre o tratamento que se é dado as pessoas dentro das empresas, Quem sabe um ATH (Avaliação do Tratamento Humano).

Nonato Santiago

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Livro Parte II

A CONSCIÊNCIA



A nossa falta de consciência é tanta que nem sabemos o porque de estarmos aqui neste instante, não sabemos quem somos. Porque estamos passando por isso? E passamos a vida dizendo: Porque só comigo?.
Com isso vem o desespero, às lamentações, são dores atrás de dores, sofrimentos e mágoas, a vida tornou-se uma guerra, mas ainda continuamos perdidos na escuridão da caverna, e quando cansamos de andar, escorregando, caindo e se machucando, quando as forças não mais existirem, como fuga da derrota anunciada, nós nos condicionamos a agir como nossos antecessores, cobraremos dos que virão depois de nós a realizações daquilo que não fomos capazes de realizar , e de cima das nossas frustrações diremos como se vive, como se faz, e até fingiremos ter encontrado e ainda possuir a Felicidade, mas nunca a mostraremos, porque nunca a sentimos de verdade, e nem sabemos como é o seu formato, sua cor ou seu cheiro, só tivemos sensações que achávamos ser ela, mas logo descobrimos que mais uma vez era somente algo tão frágil quanto a nossa resistência em procurar, mas não podemos admitir que somos mais alguém que nasceu , cresceu e vai morrer vazio . Por isso continuamos escondendo as dores que nos revela quem somos e como nos vemos no intimo, isso faz com que comecemos a procurar uma saída, e a saída quem sabe seria depositar nos outros a esperança de encontrar e trazer para nós a nossa felicidade, e quando encontramos alguém que pensamos ser diferente de nós, alguém que seja vencedor e forte, falamos aqui deve está a minha felicidade, então nos iludimos dizendo: - você vai me fazer feliz mas como não conseguimos fazer muito por nós mesmos, acreditamos então que outra pessoa possa, na verdade é uma transferência de responsabilidade, falamos inconscientemente para nós mesmos eu nunca fui nem sou capaz sozinho, mas existe alguém que pode fazer isso por mim, essa pessoa dividirá comigo o mapa secreto para felicidade, então nos colocamos a disposição dessa pessoa e passamos a viver em torno dela, no começo tudo parece normal, achamos que podemos controlar, mas o tempo também nos maltrata e diz que ainda não encontramos nada, então nos apegamos cada vez mais a essa pessoa, fazemos dela o centro de nossas vidas, passamos a nos limitar, tudo isso para evitar se olhar e ter que admitir que também não encontrou nada, então nos jogamos de corpo e alma neste relacionamento na esperança de não viver a mesma coisa que outros já viveram, pessoas como nossos pais, amigos e conhecidos, que convivemos no dia a dia e sentimos com suas brigas , suas mútuas cobranças e mágoas, que são pessoas descrentes profundamente tristes e carentes, algumas com o tempo tornaram-se frias.

Tudo isso parece um quadro desbotado, onde não entendemos muito bem, e nem queremos entender, preferimos não fazer comparação com nossas vidas, a principio é mais conveniente pensar que foram elas que não souberam caminhar, que não encontraram a pessoa certa, não tiveram a mesma sorte, isso nos dar forças e nos convence de que vale a pena caminhar dessa maneira, que não encontramos a felicidade mas a sorte com certeza, com isso passamos a justificar tamanha submissão.

Para melhor aceitarmos essa atitude dizemos que tudo isso se chama amor, então iludidos dizemos: – eu te amo, sem você eu não sei viver, você é tudo pra mim, você me faz feliz, e a dependência aumenta, e o tempo também, e como passamos a maior parte do tempo olhando pra baixo, nosso horizonte não nos mostra nada de interessante, isso também ajuda na falta de percepção e nem sequer teremos consciência em que exato momento aquela pessoa que ficamos a disposição começou a deixar de existir, quando nos damos conta estamos orbitando em torno do nada, aquela pessoa não existe mais, transformou-se, sumiu. Ai bate o desespero, a frustração e o vazio, começamos a descer a níveis perigosos de depressão e começamos uma viagem através de um buraco negro, que nos atrai e nos tira as forças e como uma avalanche desce sobre nós a certeza que não conseguiremos jamais e que nunca sairemos daquele lugar. Nos envergonhamos de nós mesmos, abaixamos ainda mais a cabeça e nos julgamos os últimos, sem merecimento, o perdedor, nos tornamos mais vulneráveis as situações e decisões precipitadas, então grandiosos grupos se formam.

O primeiro: os que partem para as buscas desesperadas, como loucos começam a pensar que não resta mais nada, não tem mais nada a perder, que então vai protagonizar o outro lado da historia, pensa: – não vou mais se bobo vou fazer o que fizeram comigo, trazendo da mais distante profundidade sentimento destrutivos que nem mesmos essas pessoas pensavam ter, dessa forma sem controle de si mesmo passam a se expor cada vez mais, buscam fugas passageiras para enganar suas dores, sua mascaras são usadas sempre para esconder suas cicatrizes, dizem-se felizes, auto-suficientes, mas tudo isso age como fracos analgésicos, seu tempo de duração é pequeno, e só tem efeito em publico, mas logo que está sozinho deixa de fazer efeito, essas pessoas olham suas cicatriz e percebem que nada mudou e se sentem sozinhos novamente dentro daquela caverna. Só existe sua mascara como escudo, mas mesmo ela já não consegue ser o suficiente e ai o pior pode acontecer, com a mente perdida sem encontrar um alicerce, começa a buscar novas fugas,e o pior que essas fugas podem levá-los ainda mais para dentro da caverna da sua vida e causar-lhes seqüelas de todas as ordens, como o alcoolismo, drogas, prostituição, doenças físicas, concretismo, etc... Dias se passam e parece que nada muda, e você não sabe mais quem é e a vida perde o sentido e começa a caminhar dentro de um vazio, e sua consciência se contenta com fleches de acontecimentos vividos, como num mosaico incompleto de suas peças, essas pessoas juntam as poucos pedaços da sua realidade menos dolorida e dizem ter encontrado algo, que na verdade não passa de quase nada.
O outro grupo se afasta de tudo, buscam os isolamentos e de lá vivem acuados com medo de tudo e todos, olham o mundo através de uma vidraça embaçada onde só se podem ver os vultos das pessoas, pra eles todos os vultos são iguais e perigosos, não vale mais a pena arriscar, e começam a passar por um processo de aceitação da própria miséria e achá-la natural, introvertidos e cabisbaixos vivem como zumbis, com sorrisos amarelos e olhar quase fúnebre, mas dizem ou tentam passar que está tudo bem mas suas vidas perderam a cor, tendência suicidas pairam sobre suas mentes, isolados deixaram suas mascaras de lado e mergulharam nas suas frustrações e tomam pra si uma personalidade triste e melancólica, inconscientemente caminham em busca do nada, e vivem a fugir da vida e buscam os que se assemelham a eles e de lá olham pra vida como se fosse um campo minado.
Há aqueles que não aceitam de forma nenhuma a situação e surtam, começam então uma caça as bruxas de destruição mútua, do tipo se eu não posso encontrar a felicidade, você também não a terá, e constroem verdadeiros infernos com tendência as desgraças, transforma o antigo amor e razão da felicidade em inimigo mortal.
Alguns ainda se submetem a humilhação plena e vivem como serviçais, escravos, arrastam-se a vida toda atrás daquilo no qual eles investiram tudo, e agora acha não ter mais tempo, coragem, chance, merecimento nesta vida, portanto o melhor é ficar do jeito que está, comendo migalhas, e pensando – pelo menos eu tenho isso.
Em todos os casos existe um vazio que não consegue ser preenchido, a maioria como uma forma de não aceitar sua própria responsabilidade por esse estagio da vida, começa a dizer:
- A vida não me deu oportunidades suficiente.
_ Outros tiveram mais chance do que eu.
– a culpa da minha vida está assim foi do fulano (a)
- Perdi por causa do sicrano (a) perdi tantos anos da minha vida
- Já passei ou passo tanta coisa por causa de você.
- Sofro ou sofri tanto por causa de ti.
- etc. etc....

Mas tudo isso pertence a um universo de sonambulismo ou sono profundo, que não conseguimos acordar, Quando muito, temos ligeiros espasmos de lucidez, mas logo voltamos à caminhada encoberta pelo véu da inconsciência, onde a cada dia nos perdemos dentro dos escombros das nossas próprias vidas.




AMADURECER OU ENVELHECER?
No primeiro dia na Universidade nosso professor se apresentou e nos pediu que procurássemos conhecer alguém que não conhecíamos ainda.
Fiquei de pé e olhei ao meu redor, quando uma mão me tocou suavemente no ombro. Era uma velhinha enrugada cujo sorriso lhe iluminava todo seu ser.
· Oi gato, meu nome é Rose. Tenho oitenta e sete anos. Posso te dar um abraço?
Ri e lhe respondi com entusiasmo:
· Claro que pode!
Ela me deu um abraço muito forte.
· Por que a senhora está na Universidade numa idade tão jovem, tão inocente?
Perguntei-lhe.
Rindo, respondeu:
· Estou aqui para encontrar um marido rico, casar-me, ter uns oito filhos, e logo me aposentar e viajar.
· Eu falo sério – disse-lhe.
Queria saber o que a tinha motivado a afrontar esse desafio na sua idade. E ela disse:
· Sempre sonhei em ter uma educação universitária e agora vou ter!
Depois da aula caminhamos ao edifício da associação de estudantes e compartilhamos uma batida de chocolate.
Nós nos fizemos amigos em seguida. Todos os dias durante os três meses seguintes saímos juntos da classe e falamos sem parar. Fascinava-me escutar esta " máquina do tempo". Ela compartilhava sua sabedoria e experiência comigo.
Durante esse ano Rose se fez muito popular na Universidade, fazia amizades aonde ia. Gostava de vestir-se bem e se deleitava com a atenção que recebia dos outros estudantes. Desfrutava muito.
Ao terminar o semestre convidamos Rose para falar no nosso banquete de futebol. Não esquecerei nunca o que ela nos ensinou nessa oportunidade.
Logo que chamaram seu nome ela subiu ao palco e, quando começou a pronunciar o discurso que tinha preparado de antemão, caíram no chão os cartões onde tinha os apontamentos .
Frustrada e um pouco envergonhada se inclinou sobre o microfone e disse simplesmente:
- Desculpem que eu esteja tão nervosa. Deixei de tomar cerveja pela quaresma e este whisky está me matando! Não vou poder voltar a colocar meu discurso em ordem, assim, se me permitem, simplesmente vou dizer-lhes o que sei.
Enquanto nós ríamos, ela aclarou a garganta e começou:
- Não deixamos de brincar só porque estamos velhos; ficamos velhos porque deixamos de brincar. Há só quatro segredos para manter-se jovem, ser feliz e triunfar. Temos que rir e encontrar o bom humor todos os dias. Temos que ter um ideal. Quando perdemos de vista nosso ideal, começamos a morrer. Há tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem sequer sabem!
Respirou profundamente e começou:
- Há uma grande diferença entre estar velho e amadurecer. Se vocês tem dezenove anos e ficam na cama um ano inteiro sem fazer nada produtivo se converterão em pessoas de vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e fico na cama por um ano sem fazer nada terei oitenta e oito anos. Todos podemos envelhecer. Não requer talento nem habilidade para isso. O importante é amadurecermos encontrando sempre a oportunidade na mudança. Não me arrependo de nada. Os velhos geralmente não se arrependem do que fizeram, senão do que não fizeram. Os únicos que temem a morte são os que tem remorso.
Terminou seu discurso cantando "A Rosa". Nos pediu que estudássemos a letra da canção e a colocássemos em prática em nossa vida diária.
Rose terminou seus estudos. Uma semana depois da formatura, Rose morreu, tranqüilamente enquanto dormia.
Mais de dois mil estudantes universitários assistiram às honras fúnebres para render tributo à maravilhosa mulher que lhes ensinou com seu exemplo que nunca é demasiadamente tarde para chegar a ser tudo o que se pode ser.
"Não esqueçam que ENVELHECER É OBRIGATÓRIO; AMADURECER É OPCIONAL".