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sábado, 26 de abril de 2008

A força do ego sobre o Construtivismo


A força do ego sobre o Construtivismo
O medo de falar.

Turmas inteiras caladas com medo de dizer algo, de interagir porque o super poderoso está a sua frente. Como fala Fernando Becker, professor e Escritor de inúmeros livros na área da pedagogia, “a escola que não deixa agir, e sim só em fazer repetir, recitar, aprender e ensinar o que já está pronto” . A Educação deve ser um processo de construção de conhecimento ao qual ocorrem, em condição de complementaridade, por um lado, os alunos e professores e, por outro, os problemas sociais atuais e o conhecimento já construído
(‘acervo cultural da Humanidade’)."

Quando o ego fica a serviço do Id fugindo ao controle do superego o homem se torna perigoso a si e ao outros a sua volta, é claro que mecanismos de legalização dessa fuga são criados, vejam no campo educacional, apesar da visão do construtivismo já abordado acima por Becker, o modelo tradicional continua sendo a Tonica da Educação, não quero entrar no mérito da questão da falta de investimento ou da postura governamental, ou até mesmo das condições físicas inadequadas, prefiro abordar o sobre o ego daquele que está à frente, e usa a sala de aula como um local de auto realização, olho através das vaidades de educadores que continuam mantendo o método tradicional, porque valoriza mais o professor como o mestre, o super poderoso, o dono da verdade, então esse se torna uma momento de puro poder e pouco de parceria na construção do saber.
Eu poderia mencionar Piaget ou Vygotsky, que apesar de terem sido psicólogos, foram extremamente competentes dentro da pedagogia, mas prefiro mostrar um parte do artigo do João Carlos Martins Doutor pela Pontifícia Universidade Católica _ PUC/SP.
"Quando nos referimos ao valor das interações em sala de aula, é importante pensarmos que este referencial não compactua com a idéia de classes socialmente homogêneas, onde uma determinada classe social organiza o sistema educacional de forma a reproduzir seu domínio social e sua visão de mundo. Também não aceitamos a idéia de sala de aula arrumada, onde todos devem ouvir uma só pessoa transmitindo informações que são acumuladas nos cadernos dos alunos de forma a reproduzir em determinado saber eleito como importante e fundamental para a vida de todos."

"Quando imaginamos uma sala de aula em um processo interativo, estamos acreditando que todos terão possibilidade de falar, levantar suas hipóteses e nas negociações, chegar a conclusões que ajudem o aluno a se perceber parte de um processo dinâmico de construção."

Mas o que encontramos são Professores que usam de sua posição para massagear seu próprios egos inflamados, com uma retórica moderna mas ainda presos ao autoritarismos repressivo, que não deixa a classe falar, como um fosso que circunda a cidadela ele isola o aluno a uma condição de inferior.

É chegada a hora da Classe se impor a essa arrogância de postura, e sair da letargia da mesmice que não deixa ir alem, e deixar claro que é o futuro desses alunos que está em jogo, e a partir dessa atitude construir as novas gerações, geração de educadores muito mais focados na construção de uma educação construtivista onde os alunos podem falar sem medo.

Nonato Santiago

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

SÍNDROME DE ESTOCOLMO NAS EMPRESAS


Estocolmo, capital da Suécia. São dez e quinze da manhã de uma quinta-feira, 23 de agosto de 1973. Dois fugitivos da prisão entram em um banco, o Banco da Suécia, com o intuito de assaltá-lo. Portando sub-metralhadoras, rendem os guardas, e em pouco tempo colocam todos à mercê de sua truculência.

Após aproximadamente cinco dias de tensão, os assaltantes são rendidos e os reféns, libertados. Mas, certamente, ninguém poderia prever o que aconteceria depois: OS REFÉNS MANIFESTARAM GRANDE HOSTILIDADE CONTRA OS POLICIAIS E DEFENDERAM ARDOROSAMENTE OS ASSALTANTES QUE OS AGREDIRAM E HUMILHARAM. Os reféns passaram a se identificar com os assaltantes. O que teria acontecido?

Os reféns passaram a manifestar um conjunto de sintomas caracterizados por sentimentos positivos que a vítima desenvolve pelo seu agressor ou captor, e sentimentos negativos para com todos aqueles que tentam, de alguma forma, interferir nessa relação de dependência. Esse estranho comportamento ficou conhecido entre os psicólogos como Síndrome de Estocolmo, em alusão ao lugar em que ocorreu o assalto. É por vezes conhecida como Síndrome de Helsinki, e costuma ocorrer após um tempo suficientemente prolongado de intimidação psicológica.

Durante um tempo venho fazendo um estudo relacionado à síndrome de Estocolmo dentro das empresas. Peguei um órgão público e uma indústria na área alimentícia como laboratório; É claro que a escolha não foi ao acaso, no órgão tínhamos um numero reduzido de pessoas com o nível de escolaridade acima do segundo grau, quanto na outra a quantidade de colaboradores era maior, e nível de escolaridade para a grande maioria ficava no fundamental.

Foi constatado que em ambos os casos uma parte considerável das pessoas, em torno de 70% após sofrerem intimidação psicológica, muitas vez produzidas pelo assedio moral, inclusive com casos de perseguição , chegaram a desenvolver a síndrome de Estocolmo.

Após passar por um choque emocional muito grande, que coloca em risco sua sobrevivência, seja com risco de vida no caso dos seqüestros etc., ou seja a sobrevivência material,moral, social, representada pelo emprego. Principalmente num país onde a busca por um emprego é uma guerra e a sobrevivência se faz todos os dias com muita luta e pouca expectativas de conquistas, perder o emprego significa metaforicamente como perder a vida. Portanto colaboradores de todas as classes e cargos vivem sob uma pressão muito grande, onde, em dado momento adquire a Síndrome de Helsinki, mesmo sendo humilhada e mal tratada pelos seus superiores, essa pessoa começa a ter simpatia pelo agressor, alguns chegam até venerar seus algozes, começam a viver das migalhas, dos sorrisos amarelados, ou de um esporádico e raro bom dia, ou de um elogio hipócrita, não importa, seja o que for, essas pessoas canalizaram um forma de agradecimento por estarem “vivas”, então arrogantes e incompetentes chefes e gestores , se sentem semi deuses, e justificam a si mesmo suas atitudes, enquanto quem está sofrendo, justifica o seu sofrimento pela causa “nobre” do carrasco, e começa a achar que é um privilegiado e se sente feliz porque mesmo depois dos açoites e antes de corta-lhe a cabeça, fica feliz, porque o carrasco lhe sorriu antes do golpe final, "a demissao".

Nonato Santiago